domingo, 8 de abril de 2012

Medrosa

Eu nunca senti tanto receio na minha vida como agora. Eu usei receio pra não ser muito pesada, pessimista, dramática, mas o certo mesmo (mesmo) é medo! Eu nunca senti tanto medo na minha vida como agora. O desconhecido sempre foi uma coisa que nunca me agradou muito. Tá, tudo bem que não agrada a ninguém. Pois bem, a mim também não. Nem um pouco. E neste momento da minha vida eu estou com medo dele: do desconhecido. 

Minha psicóloga sempre me disse que medo é importante, fundamental, mas que ele passa a ser perigoso quando começamos a deixar de fazer algo por ele. Faz todo sentido. O medo nos faz ter cautelas, limites, prudência, (ansiedade e insegurança também), mas ele só não pode nos paralisar. E disso eu sempre tive muito orgulho, sabe? Quando desafiada pela minha psicologa a não deixar o medo fazer com que eu desista das coisas, eu, num discurso retumbante, respondo, na ponta da língua, que o medo é meu companheiro sim, mas que eu nunca deixei de fazer nada, NADA de importante na minha vida por ele. Me sinto brava! Vitoriosa. Enfim. E olhando pra trás, eu observo isso claramente. Meu Deus! Quantas vezes fui posta à prova do desconhecido e o enfrentei corajosamente, com todo o meu medo, e o venci. Agora não pode ser diferente. 

Mas agora é diferente. Por si só, é diferente. Eu nunca fui posta à prova de um desafio desse tamanho. É um gigante. (Pois que seja! Será uma briga de gigantes, então!) Essa é a voz que fica gritando aqui dentro nas minhas horas de maior coragem, o que não quer dizer que é a maioria das horas. Mas sem perder o foco, eu acredito ter bons motivos pra tanto medo e eu não vou os revelar aqui. São muito meus e só meus. Só o meu íntimo sabe deles e mais ninguém e, egoisticamente, eu nao quero mesmo dividi-los com ninguém. Ou quero? Na minha crença, ninguém é capaz de compreendê-los ou de dar a mesma importância que eu os dedico. Eu não quero ouvir o discurso da minha psicologa. Esse eu já sei de cor, então, prefiro nao dividi-los. 

Desse medo todo, eu, realmente, só espero uma coisa, que eu vença, mais uma vez, a luta para deixá-lo no seu devido lugar: ao meu lado e não à minha frente.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Emoção

Tenho em mim uma disputa interna da minha razão contra a minha emoção, aquela mandando esta ficar “queta”. Mas puta que pariu, eu sempre agi com a razão e o tempo todo venho me educando pra deixar minha emoção falar mais alto. Mas será mesmo que este é o melhor jeito da minha emoção falar? A minha emoção é uma criança mimada e imatura, ela é mal criada e exigente.  Ahhhh se minha emoção falasse! Aí seria um fio.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Liberdade

Depois de um ano inteiro com direito a picos de intensidade, eu encontrei a calmaria. Que sensação mais livre é a liberdade, por mais redundante que isso possa parecer. Passar um dia inteiro, e saber que os próximos dias assim serão, sem ter vontade de GRITAR pro outro calar a boca porque esta lhe atrapalhando enormemente é libertador!


Me sinto livre, leve e solta, embora literalmente eu não esteja livre, leve e solta. O futuro não me promete tanta leveza assim. Ao contrário, vejo muito peso, mas eu estou preferindo me fuder a conviver incomodada. Neste caso, não há melhor ditado que "antes só que mal acompanhado". 


*esta postagem é um desabafo muito pessoal. 

domingo, 25 de setembro de 2011

"qualquer coisa doida dentro mexe"

Mexe, sim. Tudo e qualquer coisa aqui dentro mexe. 
Desordenadamente, mexe. De fervor e de inquietude. 
Pra esconder o que eu nao quero ver e o que eu nao quero que os outros vejam.
Movimento pra acalmar o que eu ainda nao sei arrumar. 
E ainda bem que mexe.   

  

domingo, 4 de setembro de 2011

Na minha hora.


Estou pronta para casar. Ei, ouviram? Casar. Unir-me.
Casar sempre me pareceu uma realidade tao distante, intangivel. “Casar? Eu, nao! Estou muito bem. Obrigada!”
Mas ai voce se pega surpresa pensando e querendo coisas que nem imaginou. Os planos ja nao sao mais “eu”, sao”nos”.
Eu quero, sim, fazer o pacto de amor eterno ate que a morte nos separe, quero jurar fidelidade eterna e prometer te fazer feliz.
Eu quero dividir e nao acumular. Eu quero prosperar e procriar.
Juntar minha vida na sua e nunca mais separar. 

domingo, 22 de maio de 2011

Com vergonha

E esse blog que tem por nome sem vergonha tem andado mais envergonhado do que eu!

Branco


Tudo perfeitinho assim igual
Branquinho como macio
Aconchego do teu abraço
Quente num afago
e latente na lembrança.