Ah eu tô com tanta raiva, mas tanta raiva aqui dentro, que minha vontade é socar o mundo! É explodir, é falar tudo na cara ofenda quem ofender. É xingar, esbravejar e colocar tudo de ruim que está aqui dentro e depois me sentir mais leve. Mas eu não vou fazer nada disso e vou continuar pesada. Vou engolir tim tim por tim tim e ainda ser compreensiva. Que se FODA compreensão. Eu não quero ser compreensiva. Eu tô cansada de aturar coisas. Eu aturo coisas todos os dias, 26 anos da minha vida. Eu tô cansanda. E que se FODA também os discursos de "a vida é assim" ou de "não é fácil pra ninguém". Que se FODA. Se FODA. Ouviu?? Que se FODA todo mundo.
AAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
Que ódio.
Tem um nó aqui na minha garganta que nem se deságua em lágrimas nem se desfaz. Ele aperta, me aperta, machuca.
domingo, 24 de junho de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Medrosa
Eu nunca senti tanto receio na minha vida como agora. Eu usei receio pra não ser muito pesada, pessimista, dramática, mas o certo mesmo (mesmo) é medo! Eu nunca senti tanto medo na minha vida como agora. O desconhecido sempre foi uma coisa que nunca me agradou muito. Tá, tudo bem que não agrada a ninguém. Pois bem, a mim também não. Nem um pouco. E neste momento da minha vida eu estou com medo dele: do desconhecido.
Minha psicóloga sempre me disse que medo é importante, fundamental, mas que ele passa a ser perigoso quando começamos a deixar de fazer algo por ele. Faz todo sentido. O medo nos faz ter cautelas, limites, prudência, (ansiedade e insegurança também), mas ele só não pode nos paralisar. E disso eu sempre tive muito orgulho, sabe? Quando desafiada pela minha psicologa a não deixar o medo fazer com que eu desista das coisas, eu, num discurso retumbante, respondo, na ponta da língua, que o medo é meu companheiro sim, mas que eu nunca deixei de fazer nada, NADA de importante na minha vida por ele. Me sinto brava! Vitoriosa. Enfim. E olhando pra trás, eu observo isso claramente. Meu Deus! Quantas vezes fui posta à prova do desconhecido e o enfrentei corajosamente, com todo o meu medo, e o venci. Agora não pode ser diferente.
Mas agora é diferente. Por si só, é diferente. Eu nunca fui posta à prova de um desafio desse tamanho. É um gigante. (Pois que seja! Será uma briga de gigantes, então!) Essa é a voz que fica gritando aqui dentro nas minhas horas de maior coragem, o que não quer dizer que é a maioria das horas. Mas sem perder o foco, eu acredito ter bons motivos pra tanto medo e eu não vou os revelar aqui. São muito meus e só meus. Só o meu íntimo sabe deles e mais ninguém e, egoisticamente, eu nao quero mesmo dividi-los com ninguém. Ou quero? Na minha crença, ninguém é capaz de compreendê-los ou de dar a mesma importância que eu os dedico. Eu não quero ouvir o discurso da minha psicologa. Esse eu já sei de cor, então, prefiro nao dividi-los.
Desse medo todo, eu, realmente, só espero uma coisa, que eu vença, mais uma vez, a luta para deixá-lo no seu devido lugar: ao meu lado e não à minha frente.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Emoção
Tenho em mim uma disputa interna da minha razão contra a minha emoção, aquela mandando esta ficar “queta”. Mas puta que pariu, eu sempre agi com a razão e o tempo todo venho me educando pra deixar minha emoção falar mais alto. Mas será mesmo que este é o melhor jeito da minha emoção falar? A minha emoção é uma criança mimada e imatura, ela é mal criada e exigente. Ahhhh se minha emoção falasse! Aí seria um fio.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Liberdade
Depois de um ano inteiro com direito a picos de intensidade, eu encontrei a calmaria. Que sensação mais livre é a liberdade, por mais redundante que isso possa parecer. Passar um dia inteiro, e saber que os próximos dias assim serão, sem ter vontade de GRITAR pro outro calar a boca porque esta lhe atrapalhando enormemente é libertador!
Me sinto livre, leve e solta, embora literalmente eu não esteja livre, leve e solta. O futuro não me promete tanta leveza assim. Ao contrário, vejo muito peso, mas eu estou preferindo me fuder a conviver incomodada. Neste caso, não há melhor ditado que "antes só que mal acompanhado".
*esta postagem é um desabafo muito pessoal.
Me sinto livre, leve e solta, embora literalmente eu não esteja livre, leve e solta. O futuro não me promete tanta leveza assim. Ao contrário, vejo muito peso, mas eu estou preferindo me fuder a conviver incomodada. Neste caso, não há melhor ditado que "antes só que mal acompanhado".
*esta postagem é um desabafo muito pessoal.
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